quarta-feira, 15 de novembro de 2023

A Proclamação da República e o hype militar

 

A Proclamação da República e o hype militar






Passamos nessa quarta pelo feriado referente a Proclamação da República, de modo que comemoramos esse dia em relação a esse fato, que segundo alguns historiadores teria sido um golpe militar republicano. De qualquer modo, o Brasil na época passava por algum questionamento político e assim se exilou o D. Pedro II, bem como havia se passado pela guerra do Paraguai, que resultou em grande fato histórico, também chamada da guerra da tríplice aliança. Mas hoje ao se presenciar um jovem em plano de uma carreira exitosa, aconselhar a carreira militar é uma boa pedida. Quem está no Exército, está bem, ainda mais quando já entra oficial. República significa res publica, ou coisa pública, levando que nós cidadãos somos donos da coisa pública.





O povo sempre mostrou uma certa admiração exagerada pela situação militar, e mesmo recentemente buscou um governo mais militarizado. Com os “vultos nacionais”, começando possivelmente pela República e Deodoro da Fonseca, dentre outros, os heróis foram construídos e mantidos em datas comemorativas, nomes de ruas, dentre outras homenagens. Na verdade, a república já era buscada nas revoltas regionais que levaram para a Independência, como no nordeste, Pernambuco, na Inconfidência Mineira e mesmo na Revolução Farroupilha, mais ao sul do Brasil. Não era tão novidade. Já somava o iluminismo e o positivismo, que eram correntes filosóficas mais progressistas, em oposição a religião, ou mesmo a escolástica. Com isso o pensamento militar conversava, chegando a algum historiador se referir que sempre governaram o Brasil. Isso foi mais ainda perpetuado nas disciplinas de escolas, como nos Estudos Sociais, bem como na Educação Moral e Cívica, em que os heróis militares e fatos não tão realistas eram estudados em escolas, a fim de sempre firmar a qualidade militar, que governaria até anos 80. O positivismo para quem não lembra, foi uma filosofia de Auguste Comte, a que defendia uma espécie de evolução histórica para a ciência, ficando a religião para o passado, sem importância. Apesar que o positivismo tem a igreja positivista. Já o iluminismo veio todo alimentado da Revolução Francesa, bem como da influência dos EUA, a que também o país demonstrou sempre uma busca pela luz da razão, talvez mais presente na estátua da liberdade, por aqui igualmente influente até hoje, em loja de atacado famosa regional.]





Na verdade os militares foram infiltrados ou dominados por sociedades secretas, a que daí se levam a independência, e depois a proclamação da república, que não foi um movimento popular, mas sim de militares, bacharéis, intelectuais etc. Um desses grupos secretos é citado pelos historiadores como a Bucha, a que veio de influência de fraternidades alemães (burschenschaft), que hoje ainda também existe versão semelhante nos EUA, as fraternidades universitárias, com letras gregas ou como a Skull, de onde vieram presidentes como Bush e outros, e que por aqui surgiram também vários presidentes da fraternidade equivalente, brasileira. Sobre alguns desses grupos comentei no meu livro Sociedades Secretas Desconhecidas. O “povo” que fez a Proclamação da República era desses grupos. No Brasil esse poder veio de bacharéis de Direito, de médicos e outros, além dos militares. Mas hoje a carreira a se indicar para a juventude, é a militar, haja vista grande perspectiva de progresso financeiro e reconhecimento social, respeito do povo e abertura de portas.



segunda-feira, 11 de setembro de 2023

O 7 de Setembro e a Independência

 

O 7 de Setembro e a Independência






Chegamos mais uma vez na querida data de 7 de Setembro, que guarda boas lembranças de infância, dos ensaios de marcha, das fanfarras tocando, dos amigos enfileirados e do exército com seus carros de combate. A semana tinha na bandeira sua grande decoração, que se mesclava em escolas religiosas com a oração, que naquela rotina mostrava a tranquilidade. Mas o dia da independência nem sempre foi dia 7, ou em algumas regiões não é como no Pará, que comemora em 5 de Agosto, além de que o fato relacionado a Dom Pedro, a aclamação, teria ocorrido no dia 12 de Outubro. Como já temos o dia de Nossa Senhora e das crianças, lucro é comemorarmos no dia 7 de Setembro mesmo. Também que a escolha do rio Ipiranga se deu porque Dom Pedro estaria com dor de barriga. 


O Brasil não ficou bem independente, uma vez que teve de pagar três milhões de libras esterlinas para Portugal, o que mostrava uma grande dependência. No ritmo do positivismo, bem como do iluminismo, nossas ideias intelectuais e filosóficas acompanhavam a moda europeia, isso sem falar nas confrarias que secretamente também maquinaram esses acontecimentos. Claro que a independência não veio sem muita luta, guerras e revoltas regionais. O rei na verdade ficou porque as sociedades secretas acabaram decidindo por tal. Paulistas, cariocas, mineiros, pernambucanos, gaúchos etc, todos já vinham de até revoluções locais, e independências, como se vê quando se viaja para o Rio Grande do Sul, até na ideia de separação do Brasil. O dia do “Fico” já estava dito antes de ser dito. A tendência era americanizada, com um modelo federativo de estados autônomos e pequenas pátrias. Não seria ruim existir os Estados Unidos do Brasil. O grito do Ipiranga, Independência ou Morte!, estava já resolvido nos subterrâneos secretos. Estava já nos planos secretos a independência decidida, em 20 de Agosto. Estava tudo decidido pelo povo, mas não era outro que o povo da Nova Ordem que ali se colocava no Brasil. E além de Dom Pedro, havia Gonçalves Lêdo, José Bonifácio, e outros com grande importância. 


Mas voltando à independência, somente três anos após o grito do Ipiranga que teria sido reconhecida por Portugal, com a assinatura do tratado. Dom Pedro Guatimozin assim renasceria como alguém maior após a independência, e o Brasil tomou um caminho diferente. Depois Lêdo e Bonifácio também geram divisões e ainda a felicidade verdadeira seria do povo internacional, de uma nova ordem mundial, e não dos brasileiros. A produção é de um cidadão do cosmo, do universo, enem apenas do Brasil. O patriotismo é em muito um mero teatro, uma marca forçada de um fim maior, que é o plano internacional e secreto. Assim o é ainda, mesmo nos entendendo supostamente independentes, e comemorando esse dia 7 de Setembro.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

Tiradentes: um herói inventado?

 Comemoramos nesse dia 21 de Abril o Tiradentes, e assim lembramos do vulto ou herói nacional.





Joaquim José da Silva Xavier teria sido importante para o que na época seria a independência de Minas, não do Brasil, mas depois da nação. Ocorre que por ter falado demais ele teria sido condenado a morte, junto a outros, e assim morrido e esquartejado, ao servir de exemplo para outros que desejassem uma revolução. 

Na época a moda era a revolução, a exemplo da França, e assim as ideias iluministas, depois positivistas, chegaram ao Brasil, ameaçando a suposta tradição ou ordem anterior. 

Um historiador carioca, Marcos Correa, teria dito que havia documento assinado em Lisboa, Portugal, mesmo após a "morte" de Tiradentes no Brasil. Ocorre que morto não assina papéis. Tiradentes teria substituído por um ladrão, Isidro de Gouveia, que teria morrido em troca de ajuda financeira a família, bem como apoiado por sociedade secreta, além de Tiradentes teria viajado no navio Golfinho, com sua amante Perpétua Mineira, para Lisboa. Teria depois voltado ao Brasil e morrido por aqui. 

Já historiador catarinense, Dr José Kormann, disse que ele teria fugido e tido família na Argentina. ainda até com sepultura por lá, o que ambos os casos seriam provas histórica de que o "herói" teria possivelmente sido criado ou inventado, uma vez que se precisava de heróis da república, não mais da monarquia. Na época até as escolas estavam proibidas, então a informação era escassa. 

Fato é que herói ou não, já está incorporado a cultura brasileira e tem seu feriado oficial, comemorado a essa data. Também historiadores mais ortodoxos não questionam a morte de Tiradentes, estando esse nos livros mais acessados e em documentos. A diferença entre a história revelada e a secreta.